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Presença de cães e gatos na ração de animais gera revolta.

Written By CACHORRO BOM on quinta-feira, 4 de abril de 2013 | 15:42

A Prática de ferver cães e gatos para obtenção de gorduras e proteínas causa revolta em ST. Louis.
O filme então corta para imagens de uma usina de gordura que cozinha os cães sacrificados do município juntamente com porcos e vacas mortos das fazendas locais e sobras de ossos, cascos e tripas de matadouros. O produto final é usado para fazer cosméticos e fertilizantes, gelatina e ração para aves, produtos farmacêuticos e ração para animais domesticados.

Foi a questão da ração para animais domesticados que chamou a atenção do público. A reportagem do mês passado de Jamie Allman da KWOV-TV – “O que seus animais comem” – sugeria que cães e gatos mortos de abrigos locais faziam parte da mistura. Para provar, Allman exibiu imagens de um caminhão fechado entrando na fábrica de gordura, um caminhão que tinha os dizeres “A serviço da indústria da ração”.

Os tutores de animais enlouqueceram.
Milhares registraram seu protesto na enquete online da KMOV. Outros ainda ligaram para os departamentos de controle animal exigindo o fim de tal prática. O St Louis Post Dispatch publicou um cartoon mostrando uma coleira destruída dentro de uma tigela de ração de cachorro. “Foi inacreditável o tamanho da reação que tivemos”, disse Allman.

A companhia Millstadt Rendering, um pequeno negócio familiar que há décadas recolhe de graça animais sacrificados da região, fazendo o que os donos achavam ser um serviço público, foi abalada frente à tamanha raiva. “Um desastre para a indústria”, reclamou Clifton Smith, consultor da firma. “Há muitas pessoas que pensam que animais domesticados são como crianças.”
Esperando se redimir do fiasco de relações públicas, a usina de gordura anunciou, pouco antes do natal, que deixaria de aceitar cães e gatos sacrificados.

Mas o abrigo de animais local não podia parar de sacrificar e assim, nos condados e pequenas cidades da região, as carcaças de animais começaram a acumular.
“Fomos pegos de surpresa”, disse Chris Byrne, um oficial do controle de animais no Condado de St. Louis.
Todas as soluções eram caras. Transportar os animais até o crematório de escala industrial mais próximo custaria ao condado mais de $57.000 ao ano. Construir um crematório custaria até $100.000 e levantaria a questão de onde construí-lo.

Em curto prazo, com espaço limitado nas câmaras frigoríferas, o condado foi forçado a mandar os cães e gatos mortos para um aterro. A cidade de St. Louis seguiu o mesmo caminho, mandando um caminhão refrigerado recolher as carcaças.

A solução improvisada trouxe ainda mais preocupações. Se os aterros não forem isolados propriamente, os corpos em decomposição podem atingir o lençol freático. Se não forem propriamente cobertos, catadores podem pegar os cães e gatos mortos. E, como alguém levantou a questão, jogar o “Totó no lixo” não parece um fim mais digno que cozinhá-lo em um caldeirão com vacas mortas.
É um desafio para oficiais do controle de animais como Richard Stevenson, que tem que achar um modo de descartar até 3.500 animais por ano em St. Louis. “Gosto que tudo seja feito do modo mais humano possível, mesmo após a morte do animal,” disse Steveson. Mas, dadas as alternativas, ele acredita que a reciclagem é um método tão bom quanto os outros. Ele não sabia que o material reciclado poderia acabar na ração de animais domesticados, ele disse, “Mas mesmo se soubesse, não sei o que teria feito a respeito.”

Perdido em meio a toda a comoção ficou o assunto da reciclagem e de seu uso em rações de animais domesticados.
Há muito tempo a reciclagem tem sido considerada o modo mais ecologicamente apropriado de descartar carcaças de animais, pois permite a extração de gordura útil e proteína. A maior parte do material a ser reaproveitado vem de matadouros. Mas algumas usinas também misturam animais atropelados, restos de açougues de supermercados, animais mortos de fazendas e animais sacrificados de abrigos. Em um ano típico, abrigos da cidade e do condado de Los Angeles enviam mais de 120.000 cães e gatos mortos para serem reciclados.

Membros do Instituto de Ração para Animais Domésticos, que fabricam 95% da ração de cães e gatos vendida nos Estados Unidos, usam material reciclado de animais em sua mistura. Mas insistem que não há carcaças de animais domesticados em suas rações.
“É uma questão de manter o bom negócio”, diz o porta-voz Stephen Payne. “Nós decidimos que é algo que perturba muito as pessoas – e claramente é – tomamos medidas extremas para que isso nunca aconteça.”

Ainda assim, não é ilegal usar material reciclado de cães e gatos na ração para animais domesticados. E mesmo ninguém tendo dados oficiais, não há evidência de que isso aconteça.

O FDA encontrou “um nível muito, muito baixo” de Sódio pentobarbital – o químico usado para eutanásia de animais – em algumas marcas de rações para cães, disse Stephen Sundloff, diretor do Centro para Medicina Veterinária do FDA.

A agência está investigando se os vestígios são “de alguma significância,” disse Sundloff.
De modo geral, os especialistas veem baixo o risco para a saúde da entrada de animais domesticados reciclados na cadeia alimentar dos animais (ou de humanos) porque as altas temperaturas usadas no processo matam a maior parte dos agentes causadores de doenças.

Os donos da Companhia Millstadt Rendering tentam voltar aos trabalhos habituais.
Eles sustentam que a reportagem da TV ligou injustamente o produto deles a rações para animais domesticados (o caminhão com o logo da indústria de rações, dizem, ia para uma usina separada que recicla restos de gordura de restaurantes). Ainda assim, ele admitem que não fazem ideia de onde o produto deles é usado. Ele é vendido para negociantes que vendem para as fábricas. Do modo como vêem, eles não precisam saber os detalhes – e o público provavelmente não quer saber.

“Não temos nada a esconder,” disse Smith, “mas as pessoas não querem ouvir falar do reaproveitamento, é uma coisa feia.”

Nota da Redação: O espanto é claramente relacionado ao uso de cães e gatos na composição da ração dos próprios cães/gatos ou do uso deles na alimentação dos humanos, mas em nenhum momento se percebe uma reflexão a cerca do uso dos outros animais que foram cruelmente assassinados para o consumo, nem por parte da sociedade e muito menos por parte da mídia que faz uma distinção imoral entre cães e outros animais, como podemos ver na expressão que afirma não ser algo digno mandar cães para serem cozidos junto a vacas mortas.

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