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Carioca viaja pelo Brasil com seu cão pegando carona em caminhões

Written By CACHORRO BOM on terça-feira, 29 de abril de 2014 | 14:11

Ela saiu sem roteiro nem data para voltar e já passou por 9 estados.
Artista plástica já havia percorrido a Europa sem levar dinheiro nem cartões.  

Por Flávia Mantovani/G1
No ano passado, a artista plástica carioca Aline Campbell, de 25 anos, viajou por 14 países da Europa apenas pegando carona e sem levar nada de dinheiro, nem para emergências. Neste ano, ela começou uma nova aventura em um esquema parecido, só que dentro do Brasil.

Aline Campbell e seu cão, Saga, em uma das caronas de caminhão (Foto: Aline Campbell/Arquivo pessoal).

Desta vez, está levando dinheiro e um companheiro de viagem, o cachorro Saga, da raça Weimaraner. Mas algumas coisas não mudaram: assim como da outra vez, ela saiu de casa sem um roteiro definido, desloca-se apenas pegando carona e frequentemente se hospeda na casa de estranhos.

Aline e Saga em Cabo Frio, no início da viagem (Foto: Aline Campbell/Arquivo pessoal).
A ideia de Aline é conhecer lugares diferentes e ao mesmo tempo demonstrar que é possível confiar em desconhecidos– um projeto que ela batizou de “Portas Abertas”, e que já tem mais de 13 mil seguidores em sua página no Facebook.

“O projeto é sobre o poder das relação entre as pessoas, de confiar, de acreditar. Positividade atrai positividade, e vejo isso na prática todo dia”, diz ela.

A viagem começou em fevereiro em Indaiatuba, no interior de São Paulo, onde ela comprou Saga, um filhote da raça Weimaraner.
A ideia de levar um cão, segundo ela, surgiu “do nada”: era um sonho antigo, que ela não realizou antes por não querer criar um animal em apartamento.

Aline leva Saga ao veterinário com frequência, dá todas as vacinas e compra ração para ele, mas diz que gosta de cria-lo “solto”. “Desde pequeno eu deixo ele brincar com cachorros de rua, deixo as crianças avançarem nele, deixo ele ser cachorro. O que o Saga viveu aos quatro meses de idade nenhum outro cachorro deve ter vivido”, diz Aline, rindo.

Muitas vezes, a garota dorme em uma barraca de camping armada ao lado do caminhão 
(Foto: Aline Campbell/Arquivo pessoal).

Nos dois meses em que estão na estrada, Aline e Saga já passaram por cidades do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Tocantins, Maranhão, Piauí e Ceará – atualmente, eles se encontram em Fortaleza. Ela dá preferência para cidades pequenas. “Sou nascida e criada no Rio, e estou saturada da confusão das cidades grandes. Estou privilegiando o interior, quero ter mais contato com a natureza”, diz.

A viajante consegue carona principalmente com caminhoneiros, já que poucas pessoas deixam o cachorro, que é de porte grande, entrar em seus carros. Houve uma vez em que ela ficou 24 horas esperando em um posto de gasolina por alguém que topasse levá-los, e ela já teve que mudar de cidade por não encontrar um lugar para se hospedar junto com o cão no lugar onde estava.
O deslocamento dentro das cidades também é complicado. “Não posso pegar ônibus, taxi é difícil pra caramba”, conta.

Aline pega carona na estrada (Foto: Aline Campbel/Arquivo pessoal).
Mesmo assim, ela diz que fica “24 horas por dia” com Saga, mesmo que precise mudar de restaurante ou de camping. “Escolhi fazer a viagem com ele e será junto com ele que escolherei os programas, aonde ir, aonde comer, etc. Se o local não aceita cachorro, ao invés de deixá-lo preso, vou atrás de um lugar que aceite. Dormimos juntos também. Se em determinada casa as pessoas não aceitam o animal dentro, ficamos fora”, conta.
Ela diz que, desde que fez sua primeira viagem (que durou dez horas), Saga não passa mal nem faz as necessidades dentro dos veículos.

 “Ele só faz xixi nas paradas. Agora que está maior, ele já consegue descer sozinho do caminhão. Parece que ele nasceu com espírito de viajante”, conta.

Aline brinca com Saga no intervalo de uma viagem (Foto: Aline Campbell/Arquivo pessoal).

Aline viaja com o dinheiro que ganha do aluguel de um apartamento no Rio de Janeiro. Ela diz que gasta pouco. “Sou minimalista, consumo o essencial. Não compro coisas. Meus gastos são mais com as coisas do Saga”, afirma.
Se o local não aceita cachorro, ao invés de deixá-lo preso, vou atrás de um lugar que aceite. Dormimos juntos também. Se numa casa as pessoas não aceitem o animal dentro, ficamos fora", diz Aline, sobre seu cão, Saga.

Quando não monta sua barraca em campings ou ao lado do caminhão, ela dorme na casa de pessoas que se oferecem para hospedá-la após conhecer seu projeto pela internet.
Ela costuma tomar banho e lavar suas roupas nas paradas para caminhoneiros. “Sempre tem chuveiro. As maiores têm banheiros chiquérrimos, com porcelanato, além de lavanderia, restaurante”, diz ela.
Está levando poucas roupas: um vestido, três camisetas, três shorts, um biquíni, uma calça legging, uma segunda-pele, um top e um casaco fino. Na mochila também vai o material para acampamento e as coisas de Saga: um brinquedo, xampu, carteira de vacinação, guia e um pacote de ração de 3 kg.

Cantadas

Retrovisor de caminhão mostra Saga e Aline (Foto: Aline Campbell/Arquivo pessoal)
Aline toma algumas precauções ao pegar carona – por exemplo, ela sempre usa legging para não ficar com as pernas descobertas. Mas ela diz que não se preocupa muito com a violência.
“Nada me preocupa mais hoje em dia. Estou bem leve, não tenho medo. Se por acaso acontecer alguma situação mais difícil, faz parte do aprendizado”, diz.

Cantada a gente leva. Pego muita carona com homem e eles vão tentar mesmo. Mas quando eu digo que não, eles respeitam muito. Fiquei amiga de vários deles".

Ela conta que acabou se tornando amiga de vários caminhoneiros que a levaram na viagem, e que eles mantêm contato por mensagem e perguntam sobre a viagem. “Cantada a gente leva. Pego muita carona com homem e eles vão tentar mesmo. Mas quando eu digo que não, eles respeitam muito. Fiquei amiga de vários deles, acho que isso é uma quebra de preconceito”, diz ela.

Cara ou coroa
Aline em uma das paradas da viagem (Foto: Aline Campbell/Arquivo pessoal).

Na maioria das vezes, Aline escolhe seu próximo destino em cima da hora, dependendo da indicação de amigos e das caronas que consegue. Uma vez, ela decidiu o destino na sorte, literalmente: quando estava no Paraná, ela jogou uma moeda e tirou cara ou coroa para ver se iria para Goiás ou para o Mato Grosso do Sul. Deu Goiás.
A saída desse estado também foi no susto. Um motorista que ia para o Maranhão se ofereceu para leva-la. No meio do trajeto, o caminhão quebrou e ela acabou pegando outra carona que ia para Fortaleza. No total, passou seis noites e sete dias na estrada, entre Goiás e o Ceará.

“Estou conhecendo um Brasil que eu não conhecia, lugares maravilhosos. Saí sem data para voltar, e não sei nem se volto para o Rio. Não tenho planos”, diz.
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