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Menos de 10% dos animais domésticos que vivem em Bauru (SP) são castrados

Written By CACHORRO BOM on terça-feira, 26 de março de 2013 | 17:29


A estimativa de 90 mil cães e gatos residentes em Bauru (SP) é alarmante. Se o número é volumoso, o mesmo não pode ser dito sobre a quantidade desses animais que é castrada. Segundo estimativas de Organizações Não-Governamentais (ONGs) e do próprio Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), menos de 10% passaram pela castração. A falta de controle populacional gera o abandono.
A política de castração realmente está emperrada em Bauru. Algumas ONGs organizam mutirões com tal finalidade, porém alegam que falta ao município uma ação mais incisiva para amenizar a questão. Enquanto questões burocráticas continuam, os animais “não esperam” e continuam procriando em progressão geométrica. E isso resulta em um reflexo que todo mundo já percebeu: é crescente o número de animais abandonados e maltratados nas ruas da cidade.
Sem se eximir de parte da responsabilidade, o poder público aponta que o principal problema é a irresponsabilidade dos tutores de animais. No CCZ, é realizada somente a castração de animais adultos disponibilizados para adoção. Segundo a assessoria de comunicação da prefeitura, no ano de 2011, o CCZ realizou 22 castrações de cães e 221 em gatos. Em 2012, foram realizadas 50 castrações em cães e 245 em gatos.
“Realmente, não é um número grande. Mas não é nossa função principal fazer a castração. O poder público não tem essa atribuição. Castramos no CCZ para dar o exemplo”, explica José Rodrigues Gonçalves Neto, chefe do órgão. Ele acredita que a solução real seria a guarda responsável.
Damair Pereira de Almeida, delegada da Sociedade de Proteção Animal Mountarat, critica, entretanto, o que considera uma passividade do poder público. “A guarda responsável realmente é o caminho ideal, mas, se o poder público agisse de forma mais eficiente, a situação melhoraria muito. Não é porque não tem algo ideal que não se deve fazer a outra parte”.
Junto com a União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), a Mountarat formou o Bem-Estar Animal, com mutirões que realizam cerca de 200 castrações gratuitas mensalmente. A iniciativa, porém, não dá conta da quantidade exponencial de nascimento de animais. “Ainda é um número ínfimo, justamente porque não temos apoio da prefeitura. Até lugar para fazermos as castrações é difícil”, reclama Damair.

Entraves
Mesmo entendendo o problema que tem em mãos, o prefeito Rodrigo Agostinho afirma que o porte de Bauru esbarra no que as ONGs pedem. “Em cidades menores, eles contratam uma clínica veterinária por um valor de até R$ 8 mil, que dispensa licitação, para castrar os animais. Aqui, eu não tenho como contratar uma única clínica para dar conta de toda a cidade. Seria muito complicado também contratar 20 ou 30 veterinários para os quadros da prefeitura para fazer esse trabalho nos bairros”.
Apesar de assumir que a cidade não conta com estrutura para castração em massa, o chefe do Executivo sabe da importância da castração. “Não resolve o problema. O que a castração faz é, a médio e longo prazo, reduzir a população de animais na cidade. Reduzindo a população de animais você reduz também eventuais situações onde esses animais são colocados em situação de risco”.
Por isso, Agostinho discute com o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (Comupda) a criação de uma unidade móvel que visitaria as zonas periféricas da cidade e que, por meio de uma triagem, selecionaria cães e gatos de tutores de baixa renda para serem castrados. “Nós estudamos a criação desta unidade móvel, que seria como uma clínica, mas somente com a estrutura básica necessária para a castração”.

Prefeito estuda criar departamento específico para tratar do problema
O prefeito Rodrigo Agostinho argumenta que uma das principais amarras que emperram a política de castração é justamente o fato de o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) estar subordinado à Secretaria Municipal de Saúde. Assim, a verba que chega é a mesma destinada ao Sistema Único de Saúde (SUS) e não pode ser revertida à causa animal.
“A verba da saúde é o que chamamos de carimbada. O TCE (Tribunal de Contas do Estado) não aceita que essa verba seja usada para uma política de castração de animais, por exemplo. Apesar de ser uma questão de saúde, não há esse entendimento”, aponta o prefeito.
Por isso, Agostinho estuda a criação de um departamento específico que cuidaria desse tema. “Poderia ser uma divisão. Estamos estudando ainda. O conselho (Comupda) está organizando uma estratégia municipal de guarda responsável. Mas, se fosse algo fora da saúde, conseguiríamos usar verba separada nesses projetos”.

Voluntariado
Quando o assunto é proteção aos animais, a sensibilidade emana de toda a população bauruense. Nas redes sociais, principalmente, é possível ver postagens todos os dias de fotos de cães encontrados, abandonados e outros que precisam de ajuda.
ONGs como a Uipa e Mountarat se organizam como podem para realizar as castrações de animais cujos tutores são de baixa renda. “Nós fazemos castrações gratuitas todas as semanas. Temos o apoio de patrocinadores e de muitos veterinários voluntários. Em Tibiriçá, castramos 80% da população canina”, aponta Damair Pereira de Almeida, da Mountarat.
A população de baixa renda que se interessar na castração gratuita pode procurar a Mountarat por meio do telefone (14) 3019-1211 e realizar cadastro.

Antes da castração, Zara ficou prenhe de 10 filhotes
Após ser abandonada, a SRD Zara encontrou finalmente um lar. A cachorra foi acolhida pelo empresário e professor Vitor Carrara, de 33 anos. Entretanto, a adoção, que tinha o objetivo de contribuir com a causa animal, teve praticamente um efeito inverso. Em uma escapada, Zara ficou prenhe.
“Nós adotamos a Zara justamente para ajudar. Mas teve um dia em que ela escapou e, em questão de minutos, ficou prenhe de dez filhotes. Nós queríamos ajudar e acabamos tendo mais esse monte de cachorrinhos”, conta Carrara.
Sem abandoná-los, ele teve muito trabalho para encaminhar todos os filhotes. “Conseguimos doar para pessoas que cuidavam bem”. Porém, depois, aprenderam a lição. No final do ano passado, no mutirão do Bem-Estar Animal, Zara foi castrada.
“Não tivemos dúvidas em castrar. E a Zara não teve nenhuma alteração. Foi o certo a se fazer”, finaliza Vitor Carrara.
Fonte: JC
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