Nova lei na Suiça.
Diplomas obrigatórios: A partir da entrada em vigor da nova Lei, a pessoa que comprar um cachorro na
Suíça precisa ter diploma. Ele é dado através da visita obrigatória de três
cursos teóricos e de um treinamento prático ao ar livre, com pelo menos cinco
horas de duração.
O objetivo é ensinar as necessidades básicas dos cães e formas de educá-los.
As regras abrangem não apenas cachorros perigosos, como pitt-bulls ou dobermanns,
mas também os pequenos chihuahuas, pequineses ou poodles. Até setembro,
todos os proprietários de cães na Suíça – o registro dos animais é obrigatório
nas prefeituras, assim como o pagamento de impostos anuais - precisam ter o
diploma em mãos. A única exceção é dada para quem já tinha um cachorro antes de
1° de setembro.
"A importância desses cursos é conscientizar as pessoas de que ter um cão exige
muitas responsabilidades. Eles vivem algumas dezenas de anos e tem necessidades
básicas assim como crianças", justifica Falk.
Por isso que gatos também não foram esquecidos. Seus direitos estão detalhados: o
artigo 80, por exemplo, prevê contato obrigatório com seres humanos e outros
gatos, espaço de descanso, brinquedos para afiar as unhas e escalar o banheiro,
pelo menos um por animal. As regras são obrigatórias a partir de 2013.
Detalhe: a amputação das suas unhas também está proibida por lei.
Também o tamanho do estábulo das vacas ou do galinheiro deve atender normas
mínimas, incluindo também a extensão dos poleiros, iluminação e também
possibilidades de ocupação. Pássaros precisam de assentos acolchoados. Colocar
peixes de aquário no congelador ou jogá-los na latrina é considerado um crime. A
lei estabelece que eles devem ser anestesiados antes de ser mortos
Em muitos casos, a compra de animais exóticos deve agora ser autorizada pelos
governos cantonais. Amigos de répteis, por exemplo, precisam fazer cursos.
Animais vivos só podem ser mantidos como alimentação – para cobras, por exemplo –
se não existir outra possibilidade.
Controle policial?
Com tantos detalhes e nuances, a nova Lei de proteção aos animais também suscita
dúvidas. Muitos se perguntam se a polícia suíça vai entrar nas casas e averiguar
se um cão ou coelho está sendo tratado como mandam as regras? "Não, nosso
principal objetivo é o esclarecimento e não a punição", responde Falk,
acrescentando que as autoridades só podem entrar em ação a partir de indícios
concretos de maus tratos.
O rigor é justificado até por números. De 2006 a 2007, os casos de crimes
cometidos contra animais foram registrados pelos cantões, segundo estatísticas do
BVET, passaram de 592 a 717. Em grande parte, as vítimas foram animais domésticos
e depois animais de criação como porcos e bois. Em 2007, de todos os casos
registrados, apenas 147 tiveram condenações com o pagamento de multas acima de
500 francos.
Além dos casos cotidianos, o mau tratamento de animais pode ser exemplificado
através de atos de extrema violência. No final de setembro, um polonês foi
condenado no cantão da Basiléia a expulsão da Suíça e pagamento de 1.500 francos
por ter agredido três novilhos. Dos três, em um foi provado que o trabalhador agrícola havia cometido ato de sodomia.
Na realidade, estou no meu 3º ano a viver e a trabalhar na Suiça, nunca vi um cão sózinho ou maltratado, nem um gato!...São estimados, nalguns casos, como os filhos da casa!!É impressionante o tratamento que as pessoas aqui dão aos animais!...E até hoje nunca pisei nem sequer um cócó de cão!..
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