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Inspetor do Esquadrão Antibombas: 'O farejador não pode errar'

Written By CACHORRO BOM on quinta-feira, 21 de julho de 2011 | 12:57

Ronaldo Jacques treina em sua casa os cães
que trabalham para unidade e espera profissionalizar
 projeto com grandes eventos no Rio
 - Por Vicente Seda, iG Rio de Janeiro -
O inspetor Ronaldo Jacques, de 50 anos, do Esquadrão Antibombas do Rio, subordinado à Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), teve o primeiro contato com cães farejadores de explosivos no Pan de 2007, apesar de treinar seus animais para guarda de forma amadora há anos.

Ronaldo Jacques com a pastor belga malinois Dalila após varredura na Acadepol. Foto: Vicente Seda.
A partir daí, conta ter tentado, sem sucesso, convencer a chefia do canil da Core a implantar o trabalho. Até o momento, o canil só trabalha com farejadores de entorpecentes. Agora, atuando em uma seção da coordenadoria destinada à busca e desarmamento de explosivos, Jacques tem a oportunidade de colocar à prova os seus cães, que treinou e sustentou por conta própria na sua casa, em Teresópolis. O policial afirma: são eles que respondem por todas as varreduras com cachorros por bombas da Polícia Civil do Rio.

A proximidade de grandes eventos como
Jogos Militares, que acontecem a partir do dia 16 deste mês, além da Copa das Confederações em 2013, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, animam o treinador, formado para lidar com farejadores de explosivos em curso da Secretaria Nacional de Segurança Pública
Jacques explica que achar um animal para essa tarefa é bem mais complicado do que um "caçador" de entorpecentes.
Os treinados para trabalhar com bombas não podem tocar no objeto localizado, têm de sentar e aguardar o condutor. Já os que procuram por drogas são incentivados a raspar ou cavar, explicou o policial.

"Os farejadores de entorpecentes são treinados com dois odores: maconha e cocaína. Com bombas, são seis bases, e ele treina não apenas com essas bases, mas com elas combinadas. Além disso, se passar meio quilo de cocaína, passou. E se passar meio quilo de explosivo? O cão para farejar bombas não pode errar
", argumenta.

Por causa disso, encontrar o animal ideal é tarefa das mais complicadas. "Você aproveita um cachorro em 100 para farejar bombas. Para entorpecentes, 70% dos cães são usados. O treinamento dura cerca de um ano e ele precisa passar por várias etapas. Não pode ter fobias, não pode se assustar ou ficar nervoso com barulho, pessoas, carros, tem de ficar calmo em superfícies muito lisas. O cachorro tem de estar em constante exercício, tem de ser um atleta".

Ronaldo Jacques fez varredura antes da inauguração do teleférico do Complexo do Alemão, no Rio.
Ele contou já ter treinado seus cães até ao fazer as compras do mês no supermercado. Levava o "brinquedo" com o odor de explosivos usado no treinamento e escondia em carros no estacionamento, com autorização dos donos, e a brincadeira acabava se tornando atração. "Não havia a menor possibilidade de explosão, é claro, mas o pessoal ficava curioso, especialmente as crianças. Aquele cachorro que está roendo tudo, não para quieto, é que me interessa, que tem potencial. A primeira coisa no treinamento é praticamente criar uma obsessão do cachorro pelo brinquedo", explicou, acrescentando.

A pastor belga malinois Dalila, treinada por Ronaldo Jacques. Foto Vicente Seda.
Durante os últimos 11 meses, Jacques compra três sacos de ração das mais caras do mercado, além de veterinários, vacinas, e todos os cuidados que os animais necessitam. "Ganhou" uma viatura, antes usada para transportar presos, que agora serve de transporte para os cães em treinamentos e varreduras. Comprou as caixas para acomodar os animais, adaptou um reservatório de água de caminhão para hidratá-los e o problema do calor foi amenizado com um ventilador automotivo improvisado. Ele tem feito, semanalmente, treinos ao lado dos Fuzileiros Navais, na Ilha das Flores, em Niterói.
Reservatório de água improvisado na traseira do furgão da Core, antes usado para transporte de presos, para hidratar os animais. Foto: Vicente Seda.  
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